
A bancada maranhense no Congresso Nacional terá um novo nome a partir desta terça-feira, 2 de julho. O médico Antônio Elizabeth Gonçalo de Sousa, mais conhecido como Dr Gonçalo (Podemos), assume o mandato de deputado federal em substituição a Fábio Macedo (Podemos), que tirou licença pelos próximos quatro meses. Ele é o representante do Coletivo Dr Gonçalo que obteve mais de 58 mil votos na disputa eleitoral de 2022.
Dr. Gonçalo assumirá pela terceira vez o mandato de deputado federal, as outras duas vezes ocorreram entre os anos de 2019 e 2020 e depois em 2021. Nas últimas oportunidades foi membro titular da Comissão Especial sobre o Código de Trânsito Brasileiro e de Desenvolvimento Urbano, assim como atuou na Comissão de Educação.
De acordo com Fábio Macedo, a posse de Dr Gonçalo evidencia a boa relação entre o grupo liderado pelo próprio e o prefeito Hilton Gonçalo, irmão do novo parlamentar em exercício. Tanto que ele destaca: “tenho uma excelente relação com a família”.
Com 71 anos a completar no próximo dia 8 de julho, Dr Gonçalo acumula a experiência de ter sido prefeito de Pastos Bons em três oportunidades.
Dr. Gonçalo será o 12º suplente a assumir o mandato na atual legislatura na Câmara Federal entre os representantes do Maranhão. Estão no exercício da cadeira de parlamentar, Allan Garcês em substituição a André Fufufca (PP); Dr Benjamim em substituição a Juscelino Filho (União Brasil); Luciana Genésio em substituição a Márcio Honaiser (PDT); Hildo Rocha em substituição a Roseana Sarney (MDB); Remy Soares em substituição a Amanda Gentil (PP), outros sete já ocuparam o mandato por no mínimo quatro meses.
É o caso de Mariana Carvalho no lugar de Aluísio Mendes (Republicanos); Wolmer Araújo no lugar de Marreca Filho (Patriota) e o quarteto do PL: Silvio Antônio, Paulo Marinho Júnior, Antonio Galego e Henrique que entraram no lugar de Detinha, Josimar, Júnior Lourenço e Pastor Gil.
Na atual legislatura, apenas seis deputados federais maranhenses ainda não tiraram licença: Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Duarte Júnior (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Júnior (PT), Josivaldo JP (PSD) e Cléber Verde (MDB).
Os beneficiados em caso de licenças desses titulares são: Ivan Júnior (União Brasil), Clayton Noleto (PSB), Zé Carlos (PT), Flávia Alves (Solidariedade), Edilázio Júnior (PSD) e Gil Cutrim (Republicanos).
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Sem poder contar com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado estadual Dr. Yglésio, pré-candidato do PRTB na disputa pela prefeitura de São Luís, parece que pode contar com um novo trunfo para alavancar seu projeto político: o coach e influenciador digital Pablo Marçal, que virou um fenômeno nas redes sociais.
No último sábado (29), por exemplo, Yglésio participou como palestrante de um evento promovido pelo influenciador digital em São Paulo. Marçal, que é pré-candidato a prefeito da cidade pelo PRTB, reuniu diversas lideranças e apoiadores para discutir pautas importantes para o futuro da capital paulista.
Dr. Yglésio, também pré-candidato a prefeito, mas de São Luís, trouxe à tona temas relevantes para a administração pública e compartilhou suas experiências legislativas. Em sua palestra, ele destacou a importância de uma gestão eficiente e transparente, ressaltando os desafios enfrentados no cenário político atual.
Durante o evento, Yglésio e Marçal tiveram um momento de conversa, no qual discutiram estratégias de campanha e o cenário político nas suas respectivas cidades. Marçal, com seus 11 milhões de seguidores e vasta expertise em marketing digital, pode contribuir de maneira expressiva com a campanha de Yglésio em São Luís, oferecendo insights valiosos e suporte na divulgação de suas propostas.
A presença de Yglésio no evento de Pablo Marçal reforça a união e a coesão dentro do partido, ambos alinhados com os princípios do campo ideológico da direita. A troca de experiências entre os pré-candidatos demonstra a força e a articulação do PRTB, que busca fortalecer suas bases em importantes capitais do país.
O evento contou com articulação do presidente nacional do partido PRTB, Leonardo Avalanche e serviu não apenas como uma plataforma para discutir políticas públicas, mas também para reafirmar o compromisso do partido com a renovação política e a busca por soluções inovadoras para os problemas urbanos. A participação de Dr. Yglésio foi um exemplo claro de como a troca de ideias e a cooperação entre lideranças podem contribuir para um futuro mais promissor nas cidades brasileiras.
Se comparado aos avatares tradicionais da política, Marçal que se tornou conhecido por vender cursos de desenvolvimento pessoal, seria a antítese do que espera o eleitor. E é exatamente nesse ponto que mora sua popularidade. è basicamente nisso que Yglésio aposta para alavancar sua pré-candidatura na capital maranhense.
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a conta de luz terá acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kW/h consumidos no mês de julho. A cobrança adicional vai ocorrer por causa do acionamento da bandeira tarifária amarela.
Segundo a agência, a previsão de chuva abaixo de média e a expectativa de aumento do consumo de energia justificam a tarifa extra. O alerta foi publicado na sexta-feira (28).
“Essa é a primeira alteração na bandeira desde abril de 2022. Ao todo, foram 26 meses com bandeira verde. Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas”, afirmou a Aneel.
A previsão de escassez de chuvas e as temperaturas mais altas no país aumentam os custos de operação do sistema de geração de energia das hidrelétricas. Dessa forma, é necessário acionar as usinas termelétricas, que possuem custo maior.
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia.
As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior, e a verde, o menor.
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O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou, em entrevista na TV Mirante, na manhã desta segunda-feira (1º), que a falta de entendimento sobre a candidatura a prefeito em Colinas pode refletir na aliança estadual com o grupo do governador Carlos Brandão (PSB).
No município, que é berço político dos dois, ambos os grupos terão candidatos próprios à prefeitura, colocando fim a um acordo que tinham. João Haroldo, irmão do deputado, e Renato Santos, pelo campo brandonista, deverão se enfrentar.
Foi nessa ocasião que o parlamentar comunista lembrou o acordo do grupo para Brandão disputar a sucessão do então governador Flávio Dino, após o atual mandatário maranhense cumprir dois mandatos como vice.
“Eu lembro sempre, em 2022, mesmo sem ter tido um acordo prévio, nós achamos que o caminho natural era a eleição do governador Carlos Brandão, que já vinha por duas vezes sendo vice-governador do governador Flávio Dino”, declarou Jerry para demonstrar o motivo pelo qual seu irmão deveria ser o candidato na cidade. João Haroldo atualmente é vice da brandonista Valmira Miranda.
Na semana passada, membros do grupo Brandão já haviam se manifestado sobre a decisão de levar adiante uma candidatura própria. Marcus Brandão, irmão do governador, por exemplo, postou em tom de indireta que “na vida, como na política, casamento, só por amor”.
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O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), dá sinais de que incorporou à sua oratória o discurso de ódio que costuma fazer parte dos pronunciamentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem sempre foi um admirador, mesmo que seja de forma incubada.
Conhecido pela arrogância por achar que ainda pode passar por cima da vontade soberana do povo, o mandatário ludovicense tem agora concentrado boa parte de seus discursos em ataques contra a Câmara Municipal e os vereadores, eleitos com os votos da população.
Na manhã deste sábado, 29, Braide voltou a fazer dura crítica aos parlamentares durante ato no Chácara Itapiracó. Na ocasião, ele reagiu pela primeira vez à CPI dos Contratos Emergenciais, instalada pelo Legislativo, e declarou que as investigações sobre supostas irregularidades na sua gestão têm como objetivo não lhe deixar trabalhar.
“Quando as máquinas estiverem passando na Chácara Itapiracó, perguntem se o vereador de vocês é o que assinou a CPI para não me deixar trabalhar, ou se é o que me deixa trabalhar”, disparou Braide.
Reação
A declaração provocou uma reação nas redes sociais, em grupos de WhatsApp e na classe política. O deputado federal Duarte Júnior, pré-candidato do PSB à Prefeitura de São Luís, saiu em defesa dos vereadores da capital. No X (antigo Twitter), o prefeiturável se disse “atônito” com a declaração do gestor municipal.
“Terminando agora um sábado de muito trabalho, assisti atônito ao discurso do prefeito Eduardo Braide, no qual ele ataca a Câmara de São Luís e os vereadores eleitos com os votos da população de São Luís. O diálogo entre os Poderes é um pilar fundamental da democracia. Quando um governante confronta quem tem o papel de fiscalizá-lo, demonstra autoritarismo e falta de respeito ao diálogo na política. Isso é ruim para a cidade. É preciso que tenhamos agentes políticos que trabalhem com respeito e com um único objetivo: o bem do povo de São Luís”, afirmou.
Repúdio
A Câmara Municipal de São Luís divulgou na noite deste sábado (29) uma nota de repúdio após o gestor maior da cidade tentar gerar situações de animosidades durante a cerimônia de anúncio de uma obra na Chácara Itapiracó.
Na ocasião, segundo o comunicado, o mandatário provocou uma situação muito arriscada ao tentar jogar a comunidade contra o vereador Ribeiro Neto (PSB), que é o 2º vice-presidente da Casa. Por conta da situação, os populares, que acompanham a luta diária do parlamentar em favor da localidade, ficaram enfurecidos contra o desrespeito ao seu principal líder.
A nota reafirma a posição do Legislativo em defesa da democracia, de respeito aos Poderes e de preservação das instituições.
NOTA DE REPÚDIO
A Câmara Municipal de São Luís lamenta e repudia de forma veemente as declarações do prefeito Eduardo Braide (PSD), na manhã deste sábado, 29, contra vereadores e vereadoras.
Durante uma solenidade no bairro Chácara Itapiracó, o prefeito provocou uma situação muito arriscada ao tentar jogar a comunidade contra o vereador Ribeiro Neto (PSB), que é o 2º vice-presidente da Casa. Por conta da situação, os populares, que acompanham a luta diária do parlamentar em favor da localidade, ficaram enfurecidos contra o desrespeito ao seu principal líder.
Não satisfeito, Eduardo Braide ainda foi desrespeitoso e ofensivo ao criticar a decisão do Legislativo em criar a CPI dos Contratos Emergenciais para apurar várias acusações noticiadas pela imprensa, inclusive, um suposto envolvimento de irmãos do prefeito com fatos que maculam a prestação dos serviços públicos da sua administração.
Acreditamos que as críticas são legítimas e fazem parte da democracia, mas não podemos aceitar incitação à violência. O chefe do Executivo deve agir de forma institucional para estabelecer uma relação harmônica entre os Poderes conforme diz a Constituição Federal, sendo inconcebível que Braide se comporte de forma arbitrária no exercício desta nobre função.
Atentar contra a ordem constitucional não faz parte da cidadania. Nós, vereadores e vereadoras, reafirmamos aqui a nossa posição em defesa da democracia, de respeito aos Poderes e de preservação das instituições.
Ressaltamos ainda que a posição do Legislativo em apurar denúncias e indícios de irregularidades envolvendo a gestão municipal é indiscutível à luz da Constituição Federal. A Mesa Diretora não tem poderes discricionários para impedir a instalação de CPIs ao contrário do que ocorre nos casos de abertura de um processo de impeachment contra o chefe do Executivo.
Se o prefeito Eduardo Braide, por má compreensão do direito ou por receio das investigações parlamentares, entendeu ser oportuno criticar a instalação da CPI, deveria tê-lo feito em termos compatíveis com a dignidade do mandato que exerce.
Cabe destacar ainda que a instauração da comissão de investigação é um alento para os cidadãos ludovicenses que lutam contra a corrupção, considerada um mal que afeta toda a sociedade e a resposta da Casa Legislativa foi no sentido do clamor popular.
O ataque do gestor maior da cidade aos legítimos representantes do povo é admissível nos Estados Democráticos de Direito. O que não se admite é a postura de alguém investido no cargo de prefeito para hostilizar vereadores e vereadoras, com propósitos autoritários e ofensivos à constitucionalidade do país.
Por fim, esclarecemos que uma CPI não tem o condão de impedir o prefeito de trabalhar. Pelo contrário: o colegiado tem o objetivo de apurar eventuais indícios de corrupção, algo que a população mais condena por ser uma forma de desonestidade praticada por uma pessoa ou alguém que ocupa uma posição de autoridade, com o objetivo de obter vantagens ilegais ou usar o poder para fins pessoais.
Que o gestor possa reconhecer que se excedeu em suas falas desrespeitosas.
Vereador Paulo Victor
Presidente da Câmara Municipal de São Luís