
O ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, reuniu seu grupo político na noite desta sexta-feira (29) para discutir estratégias visando as eleições de 2026. Sobre a disputa pela Assembleia Legislativa, Leitoa afirmou que a definição da candidatura será tomada em conjunto com a ex-prefeita Dinair Veloso, reforçando que ambos estarão no mesmo palanque.
“O Grupo Leitoa continua vivo, unido e resistente às adversidades. Somos um grupo, não pessoas isoladas. Agradeço de coração a todos os companheiros que estiveram presentes. A presença da minha amiga Dinair e do grande Chico Leitoa foi muito importante”, declarou.
Durante o discurso, destacou a importância da unidade dentro da base. “Nós só vamos para qualquer lugar juntos. Quem tem que estar preocupado são eles, não a gente. Aqui nós temos união”, disse, em referência aos adversários locais.
O ex-prefeito também assegurou que o próximo governador do Maranhão sairá do campo político ao qual pertence e defendeu que seu grupo terá papel de destaque em 2026, tanto nas eleições proporcionais quanto nas majoritárias.
“Fazer política é difícil, mas com fé em Deus venceremos mais essa etapa. Também tenho esperança de que Braide, Felipe Camarão e Lahesio Bonfim compreendam que a união é o único caminho para vencer o atual sistema. Mesmo que não seja em um primeiro momento — no primeiro turno —, é fundamental que, no segundo turno, aquele que avançar receba o apoio dos demais. Só assim haverá chance real de vitória. Por isso é importante que todos os simpatizantes de um ou de outro candidato tenham consciência disso: sem união no segundo turno, não há como derrotar o sistema atual”, afirmou Luciano Leitoa.
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Em tom bem-humorado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, ironizou as sanções impostas aos ministros da Corte pelo governo dos Estados Unidos, em palestra realizada na Faculdade de Direito de Vitória, no Espírito Santo.
Dino ironizou a repercussão de sua decisão que limitou os efeitos da chamada Lei Magnitsky no Brasil. Em tom de deboche, disse que seus filhos estariam “proibidos, por determinação de lei americana, de assistir ao Pateta e ao Pluto”, arrancando risos do público.
Ele também brincou que, no Maranhão, há uma localidade chamada Nova Iorque e que o único bem que possui lá é um sítio — mais uma ironia para minimizar a polêmica.
Ao falar sobre a regulação das redes sociais, o magistrado disse que ela é essencial e que definir regras não é censura. “Nós decidimos que empresas (big techs) que funcionam no Brasil têm que ter sede no Brasil. Por causa disso, não posso ir ver o Mickey”, brincou.
Dino é um dos ministros da Corte que teve seu visto revogado, ficando impedido de entrar nos EUA. Ele também citou no discurso os filhos, que “não podem mais ver o Pateta nem o Mickey”.
Defendendo a decisão do Supremo sobre as big techs, o ministro pontuou que se as empresas são capazes de aprender os gostos dos usuários e treinar os algoritmos para “monetizar nossas preferências”, elas também devem ser capazes de impedir que discursos de ódio e violência circulem e façam vítimas.
Dino em Nova Iorque (do Maranhão)
Ao defender a soberania do país e a necessidade de controle das redes sociais, o magistrado compartilhou um episódio que fez a plateia de estudantes de Direito e profissionais da área gargalhar.
Segundo Dino, após decisão do STF sobre o tema, ele foi questionado sobre temer ou não a possibilidade de confisco de bens nos EUA. Com bom humor, ele respondeu que possui bens apenas em Nova Iorque do Maranhão, seu estado.
“Tem uma cidade no Maranhão que se chama Nova Iorque. Já imaginei o pessoal entrando lá no meu sítio para pegar minhas galinhas”.
O ministro aproveitou o tom para explicar que há diferença entre cometer um crime contra a honra de alguém no meio digital e disseminar ódio e ameaças:
Se alguém disser que Dino é obeso, eu posso pedir para a plataforma tirar isso do ar, mas ela vai me dizer que qualquer um pode achar isso e é um crime contra a honra, então é preciso judicializar. Agora, se alguém disser que Dino é obeso e por isso merece ser agredido e virar moqueca capixaba, primeiro é um crime gastronômico, segundo é uma ameaça à integridade, então a plataforma vai identificar isso e retirar.”
Grupos de Whatsapp da família
Dino também usou um tom cômico para explicar o papel do Supremo. Segundo ele, trata-se de um “contrapeso”, um “freio” que vai contra a lei do mais forte. O objetivo é garantir que os direitos de todos sejam respeitados.
Por isso, diz o ministro, há tantas pessoas que não gostam do STF. “Hoje, vocês não mandem foto minha no grupo de Whatsapp da família, porque senão vão ficar malvistos”, brincou.
“Quando o STF é chamado para esses debates, é porque falta regra. E não há contrato na sociedade que funcione sem regra”, defendeu Dino, afirmando que os problemas têm chegado aos montes na Corte “porque a rampa é baixa e os problemas quando estão na Praça dos Três Poderes acabam achando mais fácil entrar no STF”.
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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEPE) informou na tarde desta sexta-feira (29) que o ex-governador e hoje titular da pasta, José Reinaldo Tavares foi diagnosticado com um linfoma medular.
Internado desde o mês passado para tratar da saúde, ele recentemente foi transferido para Brasília onde o diagnóstico foi fechado e o tratamento imediatamente iniciado.
Um boletim médico assinado pelos profissionais Flavia Xavier (hematologista), Antonio Aurelio (coordenador da UTI Geral), Guilherme Correa Meyer (diretor médico) e Allisson Barcelos Borges (diretor geral do Hospital DF Star, da Rede D’Or, em Brasília), informa que o secretário tem quadro clínico estável, com evolução considerada favorável.
Na nota encaminhada à imprensa, Zé Reinaldo, e a família agradecem pelas manifestações de apoio, orações e mensagens de solidariedade recebidas desde a internação hospitalar.
Zé Reinaldo governou o Maranhão entre 2002 e 2006 e desde então atua de forma ativa na política. No atual cenário ele atua como um dos auxiliares do governador Carlos Brandão (PSB).
Abaixo, a íntegra da nota.

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Uma operação conjunta da Polícia Federal, auditores-fiscais do Trabalho e Ministério Público do Trabalho resgatou 80 pessoas em condições análogas à escravidão nos municípios de Magalhães de Almeida e Barreirinhas entre os dias 13 de julho e 26 de agosto. O balanço foi divulgado pela PF na quinta-feira (28).
Em Magalhães de Almeida, 76 trabalhadores atuavam na extração de palha de carnaúba em alojamentos precários, sem água potável, sanitários ou alimentação adequada. Já em Barreirinhas, quatro pescadores foram impedidos de embarcar em viagens de até 15 dias em mar aberto, em condições insalubres e sem segurança mínima.
Os resgatados foram afastados das atividades, e os responsáveis identificados. Além do pagamento das verbas trabalhistas e indenizações, a PF instaurou inquérito para apurar as responsabilidades criminais.
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Postos de combustíveis do Maranhão estão entre investigados pela Receita Federal na “Operação Carbono Oculto”, considerada a maior ofensiva contra o crime organizado já realizada no país no setor. Embora não tenham sido cumpridos mandados no estado, estabelecimentos maranhenses aparecem entre os mais de mil postos suspeitos de integrar o esquema nacional de sonegação, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.
De acordo com o órgão, os postos investigados serviam para movimentar recursos ilícitos do grupo criminoso, por meio de recebimentos em espécie e transações via maquininhas, no esquema que teria lavado mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Em alguns casos, os postos do Maranhão foram destinatários de notas fiscais milionárias sem registrar movimentação real de combustíveis.
A operação envolve Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal, ANP e órgãos estaduais, e já bloqueou R$ 1 bilhão em bens de empresas e investigados. A suspeita é que a rede criminosa utilize inclusive fintechs próprias como “bancos paralelos”, dificultando o rastreamento dos valores.
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