Prefeito de Igarapé Grande pede licença, após confessar assassinato

O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), já tem pronta a primeira etapa da sua defesa, com o objetivo de evitar uma prisão preventiva e, ainda, uma improvável cassação do mandato.

Após confessar o assassinato do argento da PM Geidson Thiago da Silva Dos Santos, ele deve pedir uma licença de seis meses. Nesse período, comandará o Município a vice-prefeita, Maria Etelvina Sampaio (PDT).

Além disso, o gestor deve iniciar um tratamento psiquiátrico.

O objetivo é criar as bases para barrar algum possível pedido de cassação, embora isso seja pouco provável de ocorrer numa Câmara Municipal em que todos os vereadores são de sua base aliada.

Leia mais notícias em blogdoantoniomartins.com e siga nossa página no Facebook. Envie fotos, denúncias e informações ao blog por WhatsApp pelo telefone (98) 99218 9330.

Camarão garante a aliados que não abre mão de candidatura no MA

Em meio à crise envolvendo os grupos do governador Carlos Brandão (PSB) e do ministro do STF Flávio Dino, o vice-governador Felipe Camarão (PT) tem atuado para evitar pessimismo nas uas bases.

Por isso, a quem o questiona sobre o assunto, ele garante: será mesmo candidato a governador do Maranhão em 2026, com ou sem o apoio de Brandão.

“Não vamos abrir, vamos disputar”, foi o primeiro comentário de um dos mais próximos porta-vozes do petista em contato com o jornalista Gilberto Léda no último domingo, 6.

Leia mais notícias em blogdoantoniomartins.com e siga nossa página no Facebook. Envie fotos, denúncias e informações ao blog por WhatsApp pelo telefone (98) 99218 9330.

Câmara de São Luís derrota Braide com derrubada veto por 19 a 3

O prefeito Eduardo Braide (PSD) sofreu uma grande derrota na Câmara Municipal de São Luís. Nesta segunda-feira (7), seu veto a um projeto ambiental foi derrubado por 19 votos a apenas 3. A proposta do vereador Beto Castro (Avante) agora virará lei. A derrota de Braide consolida novas regras para a gestão de recursos hídricos.

O argumento central de Braide para vetar o texto foi o de vício de iniciativa. Ele alegou que a Câmara não poderia legislar sobre o tema. No entanto, a Procuradoria da própria Câmara refutou essa tese. O órgão emitiu um parecer afirmando que a proposta era legal e não feria as atribuições do Executivo municipal.

O parecer jurídico que embasou a derrubada do veto foi ainda mais longe. Ele apontou que a proposta seguia o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte já se posicionou sobre as competências municipais em matéria ambiental. Isso deu forte segurança para os vereadores votarem contra a posição do prefeito.

PROJETO AGORA É LEI

A lei, que agora será promulgada, cria faixas especiais de gestão ambiental. Essas zonas de proteção serão aplicadas às margens dos corpos hídricos da cidade. Com a derrota de Braide, novas diretrizes para obras e ocupações nessas áreas passarão a valer. O objetivo é integrar o crescimento urbano e a proteção ambiental na capital.

Em plenário, o projeto recebeu forte apoio de diversos vereadores. A vereadora Magnólia (União) o chamou de “instrumento de política pública ambiental”. Já o vereador Wendell Martins (Podemos), que é engenheiro ambiental, afirmou que a lei dá clareza. Ele disse que o texto define o que pode ou não ser feito nesses espaços sensíveis.

A derrota de Braide nesta segunda-feira representa um revés político significativo. O placar expressivo demonstrou a força da articulação da Câmara contra a posição do Executivo. Com a promulgação da lei pelo presidente da Casa, as novas regras ambientais serão implementadas, independentemente da vontade inicial do prefeito.

Leia mais notícias em blogdoantoniomartins.com e siga nossa página no Facebook. Envie fotos, denúncias e informações ao blog por WhatsApp pelo telefone (98) 99218 9330.

Ex-prefeita de Bacurituba-MA é condenada por omissão em contas

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a condenação da ex-prefeita de Bacurituba (MA), Filomena Ribeiro Barros Costa, por improbidade administrativa. A decisão confirmou sentença de primeira instância e impôs a suspensão dos direitos políticos da ex-gestora por cinco anos.

Além da perda dos direitos políticos, a ex-prefeita está proibida de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios por três anos. A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou omissão na prestação de contas de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

De acordo com o processo, os fatos ocorreram durante o mandato da ex-prefeita, entre 2009 e 2012. O MPF alegou que Filomena Ribeiro deixou de fornecer os documentos necessários para a prestação de contas de mais de R$ 160 mil recebidos do FNDE, impossibilitando o cumprimento da obrigação pelo gestor sucessor.

PRESTAÇÃO FOI FEITA APENAS APÓS AÇÃO JUDICIAL

Segundo os autos, os valores deveriam ter sido justificados após o término do mandato, mas a ex-prefeita não tomou providências para garantir a prestação adequada. A regularização das contas só ocorreu cinco anos depois, após o início da ação judicial.

A Justiça entendeu que o atraso, além de expressivo, demonstrou descaso com a obrigação legal e configurou ato de improbidade administrativa. A conduta foi enquadrada no Artigo 11, inciso VI, da Lei nº 8.429/92, que trata da omissão no dever de prestar contas.

A sentença de primeira instância foi confirmada pelo TRF1, que concluiu haver provas suficientes de negligência. A decisão foi unânime entre os desembargadores da turma julgadora, que rejeitaram o recurso da defesa.

DEFESA ALEGOU AUSÊNCIA DE DOLO OU DANO AOS COFRES

A ex-prefeita alegou que a prestação de contas tardia não caracterizaria improbidade administrativa, por não haver intenção de causar prejuízo ao erário. No entanto, o tribunal entendeu que a omissão, mesmo sem dolo comprovado, violou princípios da administração pública.

Com a decisão, Filomena Ribeiro permanece com os direitos políticos suspensos até 2030 e impedida de contratar com entes públicos por três anos. A sentença ainda pode ser objeto de recurso em instâncias superiores.

Leia mais notícias em blogdoantoniomartins.com e siga nossa página no Facebook. Envie fotos, denúncias e informações ao blog por WhatsApp pelo telefone (98) 99218 9330.

Firma de prefeito cuja vice é parente de Brandão recebe R$ 900 mi

Desde que Carlos Brandão (PSB) assumiu o governo do Maranhão, em abril de 2022, uma única empresa de engenharia recebeu R$ 909 milhões da administração estadual, conforme informações divulgadas nesta segunda-feira, 7, pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O valor representa 80% de tudo o que a companhia arrecadou do Estado em dez anos. A beneficiária é a Qualitech, pertencente ao prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), e ao pai dele. A vice-prefeita da cidade, Mariana Brandão (MDB), é sobrinha do governador.

Paço do Lumiar está a 20 quilômetros de São Luís e tem 145 mil habitantes. Como resultado, a proximidade geográfica e familiar vem acompanhada de contratos bilionários.

Durante os sete anos em que Brandão foi vice de Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Qualitech recebeu R$ 220 milhões. Depois que Brandão assumiu o cargo de governador, os repasses saltaram para uma medida anual de R$ 260 milhões, segundo revelou a reportagem do veículo de imprensa nacional.

Leia mais notícias em blogdoantoniomartins.com e siga nossa página no Facebook. Envie fotos, denúncias e informações ao blog por WhatsApp pelo telefone (98) 99218 9330.