Bradesco, Santander e Caixa lideram reclamações contra bancos

O Bradesco, o Santander e a Caixa são as instituições que aparecem na liderança do mais recente Ranking de Instituições por Índice de Reclamações, divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central. No topo do ranking, referente ao período novembro/dezembro, está o Bradesco, com índice de reclamações de 28,30. Nesta lista, são consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes.

Pela metodologia do BC, este índice é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes, dividido pelo número total de clientes do banco e multiplicado por um fator fixo (1.000.000). No caso do Bradesco, foram 2.617 reclamações consideradas procedentes em novembro e dezembro, numa base total de 95.455.480 clientes.

Na segunda posição entre os bancos que foram alvos de reclamações aparece o Santander, com índice de 16,37 (607 reclamações procedentes e 37.065.391 clientes). Na terceira posição do ranking está a Caixa, com índice de 16,34, resultado de 1.357 reclamações procedentes numa base de 83.020.990 clientes.

Na sequência do ranking, ainda considerando os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes, aparecem Banco do Brasil (índice de 13,26), Itaú (12,11), Banrisul (12,11), Votorantim (5,53), Pernambucanas (0,46), Midway (0,32) e Banco do Nordeste (0,00).

O ranking principal divulgado hoje passou a ser bimestral em setembro do ano passado e trouxe mudanças na forma de organização das instituições. A base de clientes para formulação do ranking passou a contemplar operações iguais ou superiores a R$ 200. Antes, a base era de R$ 1 mil. Ao mesmo tempo, as instituições foram organizadas levando-se em conta o parâmetro mínimo de 4 milhões de clientes.

Com isso, instituições como BMG e Banco Pan, que figuravam no ranking antigo, passaram a aparecer em outro ranking, de instituições com menos de 4 milhões de clientes. Neste caso, a liderança do período novembro/dezembro é do Safra, com índice de reclamações de 126,60. Depois aparecem Pan (92,68) e Intermedium (89,48).

Reclamações

Entre os assuntos que mais motivam reclamações por parte dos clientes, o campeão é o item “outras irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços”. Ao todo, de acordo com o BC, este assunto gerou 1.045 reclamações com indícios de descumprimento das regras em vigor.

Na sequência dos assuntos mais reclamados aparecem “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada” e, em seguida, “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito”.

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Prefeito renegociará débitos com a Cemar

Prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT)

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), deve sentar nas próximas horas com a direção da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) para regularizar atrasos nos pagamentos das contas de energia elétrica de importantes secretarias.

É que por falta de quitação, a empresa cortou, na última segunda-feira, 16, o fornecimento de energia elétrica de cinco secretarias municipais como a de Fazenda (Sefaz), de Administração (Semad) de de Turismo (Setur).

A proposta do chefe do Executivo Municipal é fazer uma negociação de débitos com a Cemar para restabelecer o fornecimento de energia elétrica e evitar prejuízos ao bom funcionamento da máquina pública da capital maranhense.

Advogado suspeito de fraudes fiscais é alvo de investigações

A Polícia Civil deflagrou uma nova operação de busca e apreensão em imóveis de Jorge Arturo, que é suspeito de pertencer a uma organização criminosa que concedia compensações ilegais de débitos tributários com créditos tributários a empresas

Nesta terça-feira, a Justiça determinou um movimento de busca e apreensão nos imóveis do advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior localizados na capital maranhense. A iniciativa se deu após pedido do Ministério Público e gerou a apreensão, pela Polícia Civil, de computadores, documentos, joias, cheques e obras de arte do escritório do advogado, localizado no Renascença, e de dois imóveis residenciais no Olho d’Água e na Ponta D’Areia.

Arturo foi um dos dez denunciados, em outubro de 2016, por pertencer a uma organização criminosa que concedia compensações ilegais de débitos tributários com créditos tributários a empresas, causando prejuízo milionário aos cofres públicos. A estimativa inicial do MPMA é que o prejuízo tenha ultrapassado a cifra de R$ 410 milhões.

O pedido cautelar complementar de busca e apreensão de documentos, bens e equipamentos eletrônicos de Jorge Arturo foi registrado no dia 13 de janeiro pelos promotores de justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos (2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís), Marcia Moura Maia (12ª Promotoria de Justiça Criminal) e Pedro Lino Silva Curvelo (32ª Promotoria de Justiça Criminal), deferido na mesma data pela juíza Oriana Gomes, titular da 8ª Vara Criminal.

Paulo Roberto Barbosa também autor do pedido de prisão preventiva, em novembro de 2016, de Jorge Arturo, além dos ex-secretários da Fazenda do Estado Cláudio Trinchão e Akio Valente, do ex-secretário de Fazenda de São Luís Raimundo José Rodrigues, de Edmilson Santos Anid Neto. Contudo, o pedido foi indeferido e a medida cautelar sobre os suspeito foi substituída pelo recolhimento de seus passaportes.

No período em que foi feito o pedido de prisão preventiva, o MPMA deu início a um pedido de busca e apreensão contra Jorge Arturo, mas as investigações apontaram que, às vésperas do cumprimento da medida judicial, o acusado retirou todos os documentos dos imóveis dele.

No pedido cautelar, os promotores de justiça destacam que um dia antes da primeira decisão de busca e apreensão deferida pelo Poder Judiciário, Jorge Arturo teria levado vários documentos do seu imóvel com “claro objetivo de embaraçar as investigações e destruir as provas dos crimes cometidos, o que representa não somente um atentado à garantia da ordem pública como também à própria conveniência da instrução criminal”.

Segundo o MPMA, Arturo era um dos principais operadores da organização criminosa, pois fazia o trabalho de agenciamento das empresas interessadas para que comprassem cotas de precatórios inexistentes para compensação.

Licença de senador custou R$ 420 mil reais aos cofres públicos

senador afastado Roberto Rocha (PSB)

O senador afastado Roberto Rocha (PSB) custou R$ 421.919,87 aos cofres públicos em 2016. O valor é quase equivalente aos gastos de João Alberto Souza (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) juntos. Os peemedebistas ficaram no manato durante todo o ano. Já Roberto Rocha, passou três meses licenciado em 2016.

Rocha  pediu licença no início de outubro para tratar de assuntos particulares e foi substituído por Pinto da Itamaraty (PSDB). Nos meses em que ficou na Casa, os seus principais gastos foram com segurança privada, locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e contratação de serviços de apoio ao parlamentar.

Apesar do alto valor gasto no ano passado, o senador afastado gastou menos do que em 2015. Naquele ano, ele custou R$ 492.034,61 aos cofres. Em pouco menos de dois anos, portanto, o parlamentar gastou R$ 913.954,48. Os valores contrastam com os tempos de grave recessão que se vive no país. João Alberto Souza e Edison Lobão, em todo o ano de 2016. O primeiro gastou R$ 265.003,54 e o segundo R$ 173.392,72, totalizando R$ 438.396,26.

O seu suplente, Pinto da Itamaraty (PSDB), em apenas dois meses no Senado, gastou R$ 67.835,59. O principal gasto no período foi com divulgação da sua atividade como parlamentar: pouco mais de R$ 20 mil.

Outro lado

Por meio de nota, a assessoria de Roberto Rocha afirmou que “as despesas de gabinete refletem a dinâmica de atuação do senador”. Disse, ainda, que “são despesas regulares com passagens aéreas e manutenção de dois escritórios regionais no Maranhão, sendo o de São Luis em pleno funcionamento, com quadro de funcionários e assessores”.

A assessoria do parlamentar contou que Rocha “desloca-se semanalmente no exercício do mandato, com viagens constantes ao interior. Todos os valores estão discriminados no portal de transparência do Senado, para consulta pública”.

Polícia investiga agiotagem no município de Estreito

ESTREITO – A polícia ainda ontem estava investigando o crime de agiotagem que está ocorrendo no interior do estado, principalmente na cidade de Estreito. Os policiais, inclusive, já conseguiram reunir várias evidências desse crime como cheques, títulos, blocos de anotações, computadores, cartões bancários, além de armas e munições. Segundo a polícia, até o momento, esse esquema criminoso tem como base um empresário da cidade e um escriturário de um banco, que estariam cedendo dinheiro às vítimas em troca de juros de 8% ao mês.

O trabalho investigativo está sendo realizado pela equipe da delegacia de Polícia Civil de Estreito, sob a coordenação do delegado Felipe Costa. Ele disse que ainda ontem pessoas envolvidas compareceram à delegacia onde prestaram esclarecimentos e no decorrer desta semana algumas buscas de apreensões serão realizadas pela polícia mediante a ordem judicial.

Para o delegado, há várias pessoas envolvidas nesse esquema criminoso e até mesmo que moram em outras cidades. Todo material apreendido está sendo analisado pelos policiais. “O objetivo do trabalho agora vai ser para identificar os outros que estão participando desse ato ilegal”, declarou o delegado.

Esquema criminoso

De acordo com as informações do delegado, esse esquema criminoso foi descoberto após uma investigação feita pelos policiais em um cartório, instalado na cidade, onde foram descobertos títulos protestados pelo empresário. Na última sexta-feira, a polícia deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão na empresa do suspeito.

No local, os policiais apreenderam 30 cheques emitidos por diversas pessoas físicas e jurídicas da cidade e também encontraram blocos de anotações com nome das pessoas e os valores devidos. Além disso, vários comprovantes de depósito para a conta da empresa, três cartões bancários e uma CPU.

O empresário também foi ouvido na delegacia e assumiu a prática ilícita. Ele declarou aos policiais que cedia dinheiro e cobrava juros de 8% ao mês e contava com o apoio do bancário. “A função do bancário era emprestar o dinheiro ao empresário cobrando juros de 3% ao mês”, informou o delegado.

Ainda de acordo com as informações de Felipe Costa, foi feita a representação de busca e apreensão no quarto do hotel onde estava residindo o bancário e no local foram apreendidas anotações de valores de dívidas em nome do empresário e munições de calibre 22. O suspeito foi preso pelo crime de posse ilegal de munição, mas liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 2.640,00.

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