
Guilherme Mulato inovou mais uma vez, e escolheu mais um bairro da periferia para a convenção que homologará a sua candidatura a prefeito de São José de Ribamar
Considerado o nome mais preparado para derrotar o atual prefeito de São José de Ribamar, Guilherme Mulato (NOVO) anunciou sua convenção para o próximo domingo, dia 04, a partir das 16h.
Como já era esperado, Guilherme Mulato inovou mais uma vez, e escolheu mais um bairro da periferia para seu ato político.
O evento, que deve reunir uma multidão de apoiadores, acontecerá no bairro Quinta, ao lado do Campo do Cruzador.
“Escolhi a periferia, porque é ela que me representa. Mudaremos a história dos bairros esquecidos pelo poder público e pela classe política. Agora é a vez do povo!” Disse Mulato.
O evento também confirmará o nome dos 22 candidatos a vereadores.
O ex-candidato a governador Lahersio Bonfim (NOVO), que obteve mais de 20 mil votos em São José de Ribamar, já confirmou presença.
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A Justiça condenou o Município de Santa Inês a instalar relógio de ponto eletrônico para fazer a coleta de digital do registro de presença e adquirir programa para fazer o controle de jornada de trabalho do pessoal lotado na Câmara de Vereadores.
O ponto eletrônico deverá registrar a presença de todas as pessoas contratadas, tanto de quem ocupa cargos por concurso público quanto por cargo em comissão. A compra do ponto e do programa deverá ser feita por meio de processo de licitação, observando as normas legais.
A sentença, da juíza Ivna Cristina de Melo Freire, respondeu a pedido do Ministério Público (MP) em Ação Civil Pública contra o Município de Santa Inês, a Câmara Municipal e o presidente da Câmara, vereador Joel de Oliveira de Araújo.
DENÚNCIA
O Ministério Público pediu a condenação do Município de Santa Inês a adquirir de relógio de ponto eletrônico para coleta de digital e programa de computador de licença vitalícia para fazer o controle da jornada de trabalho na Câmara Municipal. A ação se baseou em Inquérito Civil instaurado que apurou denúncia feita à Secretaria das Promotorias de Justiça, dando conta de que uma assessora parlamentar da Câmara estaria recebendo salários sem trabalhar.
O MP chegou a recomendar ao presidente da Câmara Municipal a instalar o controle eletrônico do registro de ponto biométrico na Câmara Municipal e o controle manual até que o eletrônico estivesse em funcionamento, mas o presidente da Casa respondeu que “não havia recursos financeiros e que já existia controle dos servidores”.
Da análise do caso, o juiz verificou a falta de controle de frequência dos servidores da Câmara Municipal de Santa Inês. E que o órgão, a pretexto de registrar a frequência de seus servidores, mantém apenas dois livros nos quais apenas alguns servidores efetivos anotam seus horários de entrada e saída e assinam, sem fiscalização.
SEM FISCALIZAÇÃO
“Não se considera controle de ponto a mera existência de livro cujas anotações podem ser facilmente alteradas, ou no qual os servidores podem inserir quaisquer horários de entrada e saída (ainda que não correspondam à verdade), sem nenhum tipo de fiscalização por parte da Administração”, declarou o juiz na sentença.
Segundo a interpretação do juiz, o controle efetivo implica a existência de fiscalização. Se não há fiscalização sobre o registro do ponto dos servidores da Câmara Municipal de Santa Inês, não há controle de frequência, mas meras anotações feitas pelos servidores que decidem assiná-las.
As diligências realizadas pelo Ministério Público demonstraram não haver controle de ponto e uma série de deficiências no registro manual de frequência dos servidores da Câmara Municipal.
LEGALIDADE E IMPESSOALIDADE
Conforme a sentença, a falta de controle de frequência dos servidores da Câmara Municipal de Santa Inês viola os princípios constitucionais da legalidade e da impessoalidade da administração pública. Além disso, o recebimento e o pagamento de remuneração sem a prestação do serviço podem configurar crimes de diversas ordens.
“Não há dúvidas de que o pagamento de remunerações a servidores que nem se sabem se estão exercendo os cargos para os quais foram nomeados (se não há controle de frequência, não há como se aferir se existe prestação do serviço) viola frontalmente a moralidade administrativa”, diz o juiz na sentença.
O juiz também deixou de considerar a alegação de ausência de disponibilidade financeira apresentada pelos réus, que não se sustenta. Como ficou demonstrado pelo Ministério Público, os custos para aquisição dos equipamentos e programas necessários para registro eletrônico do ponto não são elevados, mas os benefícios são incontáveis.
Além disso, considerou ainda que a Câmara Municipal faz despesas anuais com decoração natalina, serviços de lanches, compra de produtos personalizados, que não são essenciais e têm custos bem mais elevados que os do sistema eletrônico de ponto.
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A corrida eleitoral pela prefeitura de Nova Olinda do Maranhão apresenta um cenário imprevisível, conforme pesquisa do Instituto Foco Produções e Publicidades. Os dados apontam que dois pré-candidatos estão empatados tecnicamente na primeira colocação.
De acordo com o levantamento, a pré-candidata Thaymara Amorim (PL) teria 42,8% de intenção de voto, contra 36,7% do pré-candidato Ari Menezes (PP). Como a margem de erro é de 3,55 pontos para mais ou para menos, significa que os dois estão tecnicamente empatados.
Em seguida aparece a Clélia Barros (PSB) que pontuou com 8,5%. Os eleitores indecisos ou que preferiram não responder somam 12%.
Metodologia
A sondagem, que ouviu 739 eleitores no município rosariense, foi realizada entre os 5 e 8 de julho de 2024. O grau de confiança é de 95%. A pesquisa, que foi encomendada pelo Jornal O Imparcial, está registrada sob o número MA-05986/2024.
O que é margem de erro?
Apesar de amostragens funcionarem, elas são sujeitas a erros. É aí que entra a margem de erro, valor calculado a partir de uma equação matemática e que mostra o quão precisa é uma estimativa.
No geral, quanto maior é uma amostra, menor é a margem de erro e, portanto, mais preciso é o resultado. Porém essa conta não é diretamente proporcional.
A margem de erro é essencialmente a insegurança que os pesquisadores estão dispostos a assumir no resultado da pesquisa, conforme explicam alguns especialistas. O tamanho da amostra é selecionado levando em consideração esse valor — no Brasil, costuma variar entre dois e quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na prática, significa que a porcentagem de intenção de votos mostrada por um candidato pode oscilar para cima ou para baixo dentro dessa janela.
O que significa empate técnico?
O empate técnico acontece quando se considera a possibilidade de a intenção de voto em dois candidatos estar no limite da margem de erro.
Por exemplo, suponha que um candidato A tenha 15% das intenções de voto em uma pesquisa cuja margem de erro é de dois pontos percentuais. Seu rival, o candidato B, tem 11% das intenções.
Considerando a margem de erro, ambos poderiam ter 13% das intenções, de forma que estariam empatados. Vale ressaltar, no entanto, que esse cenário é menos provável do que o cenário em que o candidato A está de fato à frente do B, porque ambos os postulantes teriam de estar no limite da margem de erro para estarem empatados.
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Baixa qualidade, falta de controle e superfaturamento. Estes foram os achados da Controladoria-Geral da União (CGU) em uma auditoria de obras de asfaltamento contratadas pela estatal Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em dez estados.
A análise em 24 contratos de obras identificou vícios construtivos em 15 delas, o equivalente a 62,5% da amostra. Ao todo, os empreendimentos analisados somaram R$ 119,5 milhões.
A Codevasf informou ao g1 que “atua em permanente cooperação com órgãos de fiscalização e controle”, como a CGU, e que observa as recomendações e os apontamentos para aprimorar seus procedimentos (leia abaixo a nota na íntegra).
Os estados onde foram constatadas obras de pavimentação com algum tipo de irregularidade são:
Amapá
Ceará
Goiás
Maranhão
Minas Gerais
Rio Grande do Norte
Sergipe
Tocantins
Piauí
Pernambuco
Espessuras abaixo do previsto
Com ajuda de uma empresa especializada, a CGU analisou a qualidade das obras, incluindo a avaliação de elementos como a espessura e a aderência do asfalto.
A partir desse exame, a CGU foi capaz de identificar, por exemplo, a existência de sobrepreço ou superfaturamento “pela execução de espessuras médias de revestimento inferiores àquelas especificadas em medição contratual, assim como de redução de desempenho e da vida útil da camada asfáltica, com consequente desperdício de dinheiro público e dispêndio precoce de recursos para a manutenção da via.”
Em pelo menos um dos casos, em obras no Maranhão, a medida de espessura da base do empreendimento, feita pela auditoria, foi menos da metade da feita pela Codevasf ao longo do contrato — e essa medida é relevante para definição do valor a ser pago à empresa responsável.
“As baixas espessuras das camadas do pavimento (…) combinadas com a presença de um lençol freático alto em alguns pontos fizeram com que o pavimento, embora recente, esteja inteiramente perdido em algumas das ruas pavimentadas”, diz o relatório.
Além de terem resultado em pagamentos acima do previsto — no caso do Maranhão, a CGU calculou um superfaturamento de R$ 151,8 mil —, as espessuras abaixo do previsto podem causar prejuízos ao reduzirem a vida útil dos pavimentos, ampliando custos de manutenção e causando desperdício de recursos públicos.
Pisos irregulares
Outro problema identificado pelos auditores foi uma espessura irregular na camada asfáltica. Em um dos casos em que o previsto em projeto seria de 5 centímetros, a auditoria encontrou espessuras que variavam entre 1,4 centímetro e 6,5 centímetros.
“Trincamentos em malha (…), afundamentos e mesmo a desintegração, dentre outros, são defeitos permanentes relacionados à baixa espessura do revestimento asfáltico. Em casos mais graves observados, essa falta de espessura mínima fez com que o revestimento não resistisse e rompesse prematuramente em alguns pontos”, diz o documento.
Também neste caso, a CGU destaca os possíveis desperdícios de recursos públicos, já que as empresas recebem por quantidades muito maiores de asfalto do que as efetivamente aplicadas.
Em uma das obras analisadas, uma diferença de cerca de 1,5 centímetro entre o efetivamente realizado e o previsto em projeto pode ter significado que a empresa construtora recebeu R$ 767 mil a mais do que o adequado, um superfaturamento de 35% do valor total do contrato.
Os auditores também analisaram outros elementos de qualidade do asfalto, como quantidades de materiais utilizados nas misturas, resistências das estruturas e questões como infiltração de água. Junto com esses elementos, a CGU identificou um superfaturamento total de R$ 7,3 milhões.
Como à época das medidas os valores efetivamente pagos pelos contratos somavam R$ 57,2 milhões — de R$ 119,5 milhões totais —, a CGU calculou o superfaturamento em função de pagamentos acima das quantidades efetivamente utilizadas de materiais em 12,75%. Em um dos contratos, este percentual chega a 38,6%.
Falhas de controle
Para a CGU, a Codevasf age de maneira a tentar evitar os problemas, mas o controle tem falhas consistentes.
Há casos em que a estatal aceitou obras com inconsistências graves, até no tipo de asfalto aplicado. Os auditores também identificaram casos em que as empresas apresentaram documentos com dados contraditórios, mas isso não foi identificado pela Codevasf.
Em um exemplo, a construtora responsável pelas obras no Maranhão entregou 32 análises de asfalto com exatamente os mesmos dados, mudando apenas informações sobre datas e locais das amostras, como se fossem exames distintos. A mesma situação se repetiu em obras de outra construtora em Sergipe.
Os auditores apontam que os servidores da Codevasf passam por problemas ao fiscalizar os contratos, como pouco conhecimento técnico do assunto, falhas de infraestrutura no suporte das atividades e ausências de contratos para assessoramento e supervisão. Na prática, diz a CGU, “alguns erros cometidos pelas contratadas são evidentes, podendo ser percebidos por um profissional mediano, sem maiores esforços.”
“Identifica-se como causa raiz das irregularidades (…) a fragilidade no processo de fiscalização e gestão dos contratos de pavimentação no âmbito da Codevasf”, afirma a CGU.
“Portanto, os resultados dos ensaios demonstram a necessidade de a Codevasf reforçar seus controles sobre a qualidade das obras de pavimentação, revisando seus normativos, oferecendo capacitações as suas equipes de fiscalização e contratando terceiros com capacidade de acompanhar o controle de qualidade das obras”, conclui o relatório.
O que afirma a estatal
Em nota, a Codevasf afirmou que observa os apontamentos dos órgãos de controle e notifica as empresas para ressarcimento dos pagamentos indevidos.
“1. A Codevasf atua em permanente cooperação com órgãos de fiscalização e controle. Apontamentos e recomendações desses órgãos são observados pela Companhia para fins de controle e contínuo aperfeiçoamento de procedimentos.
2. Obras que apresentem imperfeições ou inconformidades são objeto de notificação às empresas responsáveis, com vistas à correção. Todas as obras contratadas pela Codevasf devem atender a requisitos de qualidade estabelecidos em contrato.
3. Divergências eventualmente existentes entre faturas apresentadas por empresas contratadas e serviços efetivamente executados são igualmente objeto de notificação a essas empresas, para fins de ressarcimento do faturamento indevido.”
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A suspensão de uma sessão que estava marcada para ocorrer nesta sexta-feira (26) na Câmara Municipal de Mata Roma terminou em muita confusão e o registro de um caso de agressão de um vereador contra um influenciador digital da cidade.
Reunidos nas primeiras horas da manhã, parlamentares de oposição pretendiam abrir os trabalhos para votar um afastamento cautelar do prefeito Besaliel Albuquerque (PDT). Mas foram surpreendidos pela chegada de um oficial de Justiça, acompanhado de reforço da Polícia Militar, para comunicar a presidência da Casa de uma decisão da juíza Verônica Tristão Calmon, titular da 1ª Vara de Chapadinha, suspendendo a reunião.
Ela atendeu a um pedido formulado pelo advogado Jaconias Morais, representando os vereadores Fernando do Nascimento, Josivan Garreto e Maria dos Remédios Silva. Eles alegam que, desde o dia 12 de julho, a Mesa Diretora da Câmara tem realizado sessões sem a publicação do Ordem do Dia no prazo regimental – de 24 horas de antecedência.
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Na quinta-feira (25), um funcionário da Casa simulou a publicação do ato num mural localizado na sede do legislativo. Os vereadores da base do prefeito, contudo, foram ao mesmo local e verificaram que nenhum dos documentos afixados dizia respeito à pauta a ser deliberada hoje.
Para a magistrada, houve no caso “violação a direito líquido e certo” dos parlamentares que se insurgiram contra a realização da sessão.
“No caso em questão, deve ser concedida a segurança, uma vez que há a violação a direito líquido e certo dos impetrantes pela falta de devida divulgação da matéria a ser deliberada na sessão legislativa, que ocorrerá hoje, 26 de julho de 2024, conforme o art. 146 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Mata Roma/MA. Essa disposição legislativa tem como objetivo assegurar a transparência das matérias que irão compor a ‘ordem do dia’ da sessão, permitindo que a população e os diretamente envolvidos possam conhecer e acompanhar os atos legislativos, de acordo com o interesse de cada munícipe na questão a ser discutida na Câmara Municipal”, despachou.
“Decisão liminar de afastamento? No processo legislativo não cabe isso”, afirmou.
Agressão – Após a confirmação de que a sessão não ocorreria, houve muita confusão e gritaria no prédio da Câmara. Do lado de fora, um grupo de profisionais de imprensa e curiosos aguardava a saída dos vereadores, pelos fundos do prédio.
Nesse momento, o parlamentar identificado como Preto Diniz foi filmado agredindo um homem identificado como Paulo Nascimento. Ele se intitula videomaker e graduado em Marketng Digital.
O jornalista William Fernandes, de Chapadinha, a vítima contou que estava fazendo a cobertura da sessão e foi até a porta dos fundos da Câmara registrar a saída dos vereadores. “Eu fui perguntar pra ele o que ele achava de tudo isso que estava acontecendo, e ele nem me respondeu, veio logo me agredindo”, contou.
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