
Eduardo Braide, do PSD, foi eleito governador do Maranhão neste domingo (4), no primeiro turno, segundo resultado confirmado pelo TSE. (Reprodução/TSE)
Com 54,15% dos votos, Eduardo Braide (PSD) consolidou sua vitória ainda no primeiro turno das Eleições 2026, sendo eleito neste domingo (4) o novo governador do Maranhão. A vitória foi sacramentada às 20h57, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o resultado com a apuração de 94,77% das urnas.
Aos 50 anos, Braide foi escolhido para um mandato de quatro anos. A vice-governadora eleita é Elaine Carneiro, também do PSD.
Braide votou por volta das 9h no Colégio Santa Teresa, no Centro de São Luís. A votação encerrou uma campanha iniciada após ele deixar a Prefeitura da capital para concorrer ao governo estadual.
Advogado e político, Braide presidiu a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) entre 2005 e 2006. Foi eleito deputado estadual em 2010 e reeleito em 2014, período em que também exerceu o cargo de 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.
Em 2018, foi eleito deputado federal pelo Maranhão. Dois anos depois, venceu a eleição para prefeito de São Luís e, em 2024, conquistou a reeleição. Em março de 2026, deixou o cargo para disputar o Governo do Maranhão. Braide é casado e pai de três filhos.
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O vereador Beto Castro (Avante) foi eleito presidente da Câmara Municipal de São Luís para o biênio 2027/2028, em eleição realizada nesta quinta-feira, 1º de outubro. A votação aconteceu às 9h, durante sessão extraordinária no Plenário Simão Estácio da Silveira.
A chapa “Gael, Coração Valente”, contou com o apoio de 21 dos 31 vereadores. Na oportunidade também foram escolhidos os integrantes da Nova Mesa Diretora, formada por uma chapa única. Em seu discurso após o anúncio do resultado, Beto Castro destacou os desafios enfrentados até a consagração do resultado e reafirmou seu compromisso com uma gestão voltada para o fortalecimento da Câmara e o desenvolvimento de São Luís.
Nova Mesa Diretora da Câmara de São Luís
Presidente – Beto Castro
1º vice-presidente – Thyago Freitas
2º vice-presidente – Octávio Soeiro
3º vice-presidente – Daniel Oliveira
1ª secretaria – Raimundo Penha
2ª secretaria – Coletivo Nós
3ª secretaria – Edson Gaguinho
4ª secretaria – Rosana da Saúde
5ª secretaria – Raimundo Júnior
Biografia
Natural de São Luís (MA), Beto Castro, de 45 anos, tem superior completo e está em seu quarto mandato de vereador. Elegeu-se pela primeira vez em 2012 pelo PRTB, depois foi reeleito para mais três mandatos: em 2016, 2020 e em 2024.
Como vereador da capital, luta por políticas públicas voltadas ao lazer, esporte, educação, cultura, saúde, segurança, trabalho e renda para a população. Acredita que, somente através da boa política, se pode mudar e melhorar a realidade da população.
Trajetória
Ele começou sua trajetória política filiado ao PRTB, partido pelo qual foi eleito pela primeira vez em 2012, com 3.167 votos. Em 2016, foi reeleito para o segundo mandato consecutivo com 6.663 votos – desta vez, concorrendo pelo extinto Partido Republicano da Ordem Social (PROS).
Em 2020, Castro conquistou o 3º mandato consecutivo, com 5.885 votos, pelo Avante. Nesta eleição, fez 8.136 votos, sendo o décimo mais bem votado e superando o resultado de todas as votações dos mandatos anteriores.
Os partidos
Ao longo dos quatro mandatos consecutivos como parlamentar, ele passou por ao menos quatro partidos: PRTB, PROS, PMB e AVANTE.
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A proliferação de pesquisas de opinião com resultados discrepantes tem dificultado a consolidação do voto útil, gerando incertezas no eleitorado do Maranhão sobre o real cenário da disputa. Diante da meta de liquidar o pleito no primeiro turno, Eduardo Braide (PSD) reformulou suas ações estratégicas: a agenda externa foi paralisada nessa segunda-feira, 28, para que o candidato concentrasse todos os esforços no debate da TV Mirante, programado para a noite de hoje.
Em 2026, Eduardo Braide tenta repetir o desempenho que teve em 2016 na eleição para a Prefeitura de São Luís, quando desbancou Wellington do Curso nos debates e chegou ao segundo turno da eleição municipal vencida por Edivaldo, que é o atual candidato a vice na chapa opositora de Orleans.
Braide mantém a liderança nas pesquisas desde o primeiro semestre do ano, mas enfrenta dificuldades para atrair os indecisos, que rejeitaram a narrativa de outsider do ex-prefeito ludovicense. Os dados da pesquisa Quaest, publicada na sexta-feira (25), apontam que os indecisos somam metade do eleitorado maranhense.
Faltando cinco dias para o pleito, temos 50% dos 5,1 milhões de eleitores — o que equivale a mais de 2,5 milhões de cidadãos — que ainda não sabe de cabeça em quem votar para governador. Como a urna eletrônica não apresenta uma lista de opções, o eleitor precisará digitar os números de memória se não levar a famosa “colinha” anotada de casa.
Como a pulverização de pesquisa dificulta o voto útil, Braide então decidiu focar no debate televisivo para tentar influenciar o eleitor indeciso a tomar uma decisão, fazer uma escolha ou formar uma opinião definitiva sobre a disputa. O problema, contudo, é que os rivais também estão preparados para o confronto, o que deixa mais atrativos o encontro de hoje.
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O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) decidiu apurar o uso de R$ 2,8 milhões do Fundeb pela Prefeitura de Lago Verde em 2024. A medida foi tomada após uma auditoria apontar possível aplicação irregular de recursos destinados à educação básica.
Segundo os auditores, R$ 2.800.079,95 da parcela de 70% do Fundeb teria sido usada para pagar servidores comissionados e agentes públicos sem vínculo com o magistério. O relatório afirma que a despesa contrariou o artigo 26 da Lei Federal nº 14.113/2020.
Diante das conclusões, o TCE transformou a auditoria em Tomada de Contas Especial. Esse procedimento permitirá aprofundar a apuração, calcular eventual débito e, além disso, chamar formalmente os responsáveis para apresentar defesa ou fazer o ressarcimento.
O relatório cita Alex Cruz Almeida e Maria Elizabeth Telino de Oliveira por suposta autorização e ordenação de despesas consideradas irregulares. Também aponta possível omissão do controlador-geral Jorge Henrique de Figueredo Fernandes no dever de fiscalização e controle interno.
O relator, conselheiro Antonio Blecaute, afirmou que a análise técnica encontrou relação entre as condutas investigadas e o possível prejuízo aos cofres públicos. Por isso, a eventual responsabilização e aplicação de sanções serão analisadas no novo processo.
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O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Ricardo Duailibe, cassou a liminar e autorizou a realização da sessão extraordinária destinada à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, prevista para o dia 1º de outubro de 2026. A decisão reafirma a autonomia da Casa Legislativa para organizar seu funcionamento interno e marca um importante posicionamento sobre a separação dos Poderes.
A controvérsia teve início quando a Justiça da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Luís suspendeu o edital de convocação nº 003/2026 para a sessão extraordinária, fundamentando a decisão na interpretação do Regimento Interno e da Lei Orgânica Municipal, apontando supostas irregularidades quanto ao dia, horário e procedimento da convocação.
Contudo, a Câmara Municipal ingressou com pedido de suspensão da liminar com base no artigo 4º da Lei nº 8.437/1992 e na Lei nº 12.016/2009, alegando que a decisão violava o princípio da autonomia legislativa, previsto constitucionalmente, e que não cabe ao Judiciário interferir na interpretação de normas regimentais quando não houver afronta à Constituição.
Na análise do caso, o desembargador destacou que a realização da sessão ordinária no dia 1º de outubro está em consonância com precedentes do Supremo Tribunal Federal, especialmente o Tema 1120 da repercussão geral, que limita o controle judicial sobre matérias internas das Casas Legislativas. Ressaltou ainda que a realização da eleição em outubro está de acordo com a jurisprudência do STF para garantir a contemporaneidade entre eleição e exercício do mandato.
O relator ressaltou que a suspensão de segurança é medida excecional destinada a evitar grave lesão à ordem pública institucional, especialmente quando decisões judiciais interferem prematuramente no funcionamento interno do Poder Legislativo. Ele enfatizou o risco de insegurança jurídica para as deliberações da Câmara e recomendou cautela na intervenção judicial em matérias regimentais.
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