
O Maranhão encerrou 2025 com crescimento econômico de 4,0%, superando o desempenho do Brasil (2,3%) e do Nordeste (2,5%). Os dados são do PIB Trimestral do Maranhão, levantamento que acompanha a evolução das principais atividades produtivas, como agricultura, construção civil e comércio, além da geração de empregos.
De acordo com o material divulgado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) nesta quinta-feira (26), o quarto trimestre também apresentou resultado positivo. A economia estadual avançou 4,1% no período, acima das médias nacional (1,8%) e regional (2,4%), indicando a continuidade do crescimento sustentado por investimentos públicos e privados.
O cenário reforça a manutenção da geração de emprego e renda no estado e aponta perspectivas otimistas para 2026. Para o governador Carlos Brandão, os indicadores refletem o impacto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento.
“Os números mostram que o Maranhão segue no caminho certo, com crescimento consistente, geração de oportunidades e fortalecimento da economia em diversas áreas”, afirmou.
A indústria liderou o desempenho econômico, com alta de 10,9% em relação a 2024, bem acima dos resultados registrados no Brasil (1,4%) e no Nordeste (2,4%). O avanço foi impulsionado principalmente pelas indústrias de transformação, que cresceram 21,7%. Também contribuíram as indústrias extrativas (5,8%), os serviços de água, esgoto e energia (5,0%) e a construção civil (5,6%).
A agropecuária teve crescimento de 10,3% no ano, ficando acima da média nordestina (7,6%) e próxima do índice nacional (11,7%). O resultado foi impulsionado pela produção de grãos, com destaque para soja, milho e mandioca, que seguem como pilares da economia estadual.
Já o setor de serviços apresentou expansão mais moderada, de 1,4%, levemente abaixo do Nordeste (1,9%) e do Brasil (1,8%). Ainda assim, algumas atividades registraram desempenho positivo, como outros serviços (4,1%), transportes (3,1%), comércio (2,2%), atividades imobiliárias (2,0%) e informação e comunicação (1,8%). Por outro lado, os segmentos de finanças (-3,9%) e administração pública (-0,4%) apresentaram retração.
Com crescimento ao longo de todo o ano e desempenho consistente no último trimestre, o Maranhão consolida um cenário econômico favorável. A combinação entre investimentos, dinamismo produtivo e resultados setoriais positivos indica a continuidade da expansão em 2026, com reflexos diretos no emprego, na renda e no desenvolvimento do estado.
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Enquanto o debate público sobre as eleições de 2026 ainda engatinha, nos bastidores da política maranhense o ex-prefeito de Santa Rita e pré-candidato ao Senado, Hilton Gonçalo, já se movimenta com discrição, habilidade e senso estratégico para montar uma engrenagem eleitoral robusta em torno do seu projeto político.
Longe dos holofotes, Hilton vem atuando diretamente na formação de chapas competitivas para deputado estadual não apenas no Mobiliza, legenda que preside no Maranhão, mas também em outras duas siglas que estão no radar de sua articulação: Agir e Avante.
A leitura entre aliados e observadores mais atentos é clara: Hilton busca espalhar influência em diferentes partidos, montar palanques regionais e criar uma rede de candidaturas capazes de dar sustentação política e eleitoral à sua pré-candidatura ao Senado.
Agir entra no tabuleiro
No Agir, a movimentação já avançou. Hilton se uniu ao deputado federal Cleber Verde para influenciar diretamente o comando da legenda no estado. A sigla pode passar a ser presidida por Celso Gonçalo, atual presidente do Sebrae/MA, o que reforçaria ainda mais o controle político do grupo sobre a estrutura partidária.
Avante também entra na costura
Outra legenda que passou a integrar a engenharia política de Hilton é o Avante, atualmente sob o comando de Aldo Rogério. Nos bastidores, o ex-prefeito de Santa Rita intensificou conversas com vereadores de mandato, ex-vereadores, ex-prefeitos e candidatos a prefeito derrotados em 2024, numa tentativa de convencê-los de que a formação de chapas densas nessas siglas pode garantir espaço real na Assembleia Legislativa em 2026.
A estratégia é conhecida no meio político: reunir lideranças com votação regionalizada, somar votos pulverizados em várias partes do Maranhão e transformar esse capital eleitoral em cadeiras no parlamento estadual.
Ariston é peça-chave na engrenagem
Um dos principais trunfos dessa operação é o deputado estadual Ariston Gonçalo, irmão de Hilton, que deve disputar a reeleição em 2026. Ariston virou alvo de cobiça de várias legendas — entre elas MDB, PSD e PSB — justamente por ser visto como um nome de forte densidade eleitoral e com capacidade de puxar votos.
A avaliação de aliados é de que Ariston pode alcançar uma votação expressiva, suficiente não apenas para assegurar sua própria recondução à Assembleia, mas também para ajudar a eleger outros nomes da chapa, ampliando o raio de influência do grupo.
Projeto vai além do Senado
Mais do que uma simples movimentação partidária, a costura feita por Hilton Gonçalo revela um plano político mais amplo: chegar a 2026 com estrutura, capilaridade e presença em várias frentes partidárias, fortalecendo sua pré-candidatura ao Senado e consolidando um bloco político com musculatura para influenciar diretamente a disputa majoritária e proporcional no Maranhão.
Nos bastidores, a avaliação é de que Hilton não está apenas montando chapas — está desenhando, desde já, uma base de sustentação eleitoral capaz de transformar articulação em poder político.
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Nesta quinta-feira (26), o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmém Lúcia, sobre a inelegibilidade dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente João Bosco (PL-SE), em função da condenação por corrupção passiva, com penas variando entre 5 e 6 anos de prisão em regime semiaberto.
“Comunico a Vossa Excelência, para os fins do art. 1º, I, e, da Lei Complementar n. 64/90, que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal proferiu, nos autos em epígrafe, julgamento colegiado nos termos da certidão de cópia anexa”, afirmou o ministro.
Com a condenação, os parlamentares ficam inelegíveis com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a atual redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena.
Dessa forma, os parlamentares estão inelegíveis até 2034. Nesse pleito, Josimar terá 58 anos e Pastor Gil estará com 63 anos. Atualmente, o primeiro tem 50 e o segundo está com 55. A condenação, que incluiu outros quatro réus, foi fundamentada na acusação de desvio de emendas parlamentares.
Baixe aqui o ofício enviado ao TSE
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O vice-governador Felipe Camarão se pronunciou na noite de quinta-feira (26) sobre o requerimento do Ministério Público que pede seu afastamento e a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa, classificando o movimento como uma “tentativa de golpe” contra sua trajetória política. Segundo ele, há uma articulação para desgastá-lo e afastá-lo do cargo.
No vídeo, Camarão afirmou que não teve acesso aos autos da investigação e criticou a exposição de familiares. “Nunca fui intimado. Tudo que sei saiu em blogs. Estão tentando destruir minha reputação e atingir minha família”, declarou.
Ele também negou irregularidades patrimoniais e chamou a CPI de ilegal. “Inventaram mentiras e abriram uma CPI sem fato determinado. Se não conseguiram me tirar pela Justiça, querem me tirar pela Assembleia”, disse.
A representação do MP contra Camarão inclui pedido de afastamento cautelar com base em indícios de esquema financeiro com movimentações atípicas e uso de terceiros para ocultação de recursos. As investigações apontam que policiais militares ligados ao Gabinete Militar teriam operado estrutura em seu benefício. O vice-governador teria realizado mais de 1.085 transferências via Pix para pessoas físicas e jurídicas no período analisado, além de ter recebido R$ 360 mil em transações fracionadas.
O relatório também menciona a aquisição de imóveis de alto padrão em São Luís, avaliados em cerca de R$ 4,7 milhões, pagamento de despesas pessoais e uso de contas e linhas telefônicas como mecanismos para dificultar o rastreamento.
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O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra o estado do Maranhão, nesta segunda-feira (23), por falhas no monitoramento da qualidade do ar em São Luís (MA). A iniciativa foi motivada pela constatação de irregularidades na implantação da rede de estações de medição e na transparência das informações disponibilizadas à população.
As investigações tiveram início em 2024, após representação encaminhada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao MPF, que apontou a precariedade da qualidade do ar na capital maranhense. A manifestação destacou a ocorrência de mais de três mil violações aos padrões ambientais e indicou possíveis impactos à saúde da população.
Com base em parecer técnico elaborado pelo MPF no curso das investigações e análise da própria Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), foram identificadas concentrações elevadas de poluentes atmosféricos, como dióxido de enxofre, ozônio e dióxido de nitrogênio. A exposição a esses contaminantes pode provocar danos à saúde da população, especialmente no sistema respiratório.
De acordo com a ação, a maior concentração de poluentes está na região do Distrito Industrial, localizada na zona rural de São Luís. No local, mais de 100 empreendimentos – entre indústrias, portos, empresas de transporte e outras atividades licenciadas – operam com emissão anual de milhares de toneladas de contaminantes atmosféricos.
Implementação do monitoramento – Em 2017, foi realizado um estudo técnico com modelagem atmosférica para avaliar a dispersão de poluentes na região. A análise teve como objetivo subsidiar a definição da rede de monitoramento da qualidade do ar. Como resultado, foi estabelecida a adoção de uma configuração de alta densidade, com a previsão de instalação de 12 estações fixas e uma unidade móvel.
Segundo o MPF, a responsabilidade do estado do Maranhão pela implementação do monitoramento teve início em 2019, com a emissão da licença de instalação que previa a implantação das 12 estações de qualidade do ar. Posteriormente, em 2022, foi concedida a licença de operação, autorizando o funcionamento do Distrito Industrial, com validade até 12 de maio de 2026. No entanto, as investigações apontaram que apenas seis estações fixas foram efetivamente instaladas em 2019 e que o monitoramento não foi realizado de forma contínua e adequada.
Em 2024, o estado do Maranhão chegou a suspender a divulgação dos dados sobre a qualidade do ar, sob a justificativa de que o sistema de monitoramento estava incompleto. Para o MPF, a administração pública tem o dever de concluir a estrutura e assegurar a transparência das informações à população. Já em 2025, um parecer técnico do MPF, elaborado no âmbito das investigações, confirmou a ocorrência das violações aos padrões de qualidade do ar na região apontadas pela representação inicial.
Pedidos – Na ação, o MPF requer, em caráter de urgência, que o estado do Maranhão seja obrigado a implementar medidas destinadas à regularização do sistema de monitoramento da qualidade do ar. As medidas devem incluir a instalação integral das estações previstas, a divulgação contínua das informações e providências em situações de poluição.
O MPF também pediu que a Justiça determine, de forma liminar, que o estado do Maranhão elabore um Plano Estadual de Monitoramento e um Plano para Episódios Críticos, no prazo de 180 dias.
Ao final do processo, o MPF requer a condenação do estado à realização de revisão periódica da quantidade e distribuição das estações de monitoramento em funcionamento, levando em conta modelagens atualizadas de dispersão de poluentes e o crescimento demográfico da cidade para garantir que a rede expanda e sempre contemple as principais regiões de São Luís.
Além disso, o MPF pede que o estado do Maranhão seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor mínimo de R$ 2 milhões, decorrente da omissão do poder público em estruturar a rede e divulgar os dados corretamente. O MPF destaca que essa omissão submeteu as comunidades próximas ao Distrito Industrial de São Luís a um quadro de risco contínuo, severo e não dimensionado, além de violar o princípio da transparência ambiental, o direito à saúde pública e o controle social.
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